06 SET 2017

Mês da Bíblia 2017

Desde 1971, para nós católicos do Brasil, o mês de setembro é dedicado à Bíblia. Na época, a proposta surgiu por ocasião do cinquentenário da Arquidiocese de Belo Horizonte (Minas Gerais), com a finalidade instruir os fiéis sobre a Palavra de Deus, buscando propiciar uma aproximação do povo com a Palavra de Deus. Contudo, sabe-se que, desde 1947, se comemora o Dia da Bíblia no último domingo de setembro, por ocasião de no dia 30 de setembro a Igreja celebrar a memória de São Jerônimo (340-420 d.C.), grande biblista responsável pela tradução da Bíblia dos originais, hebraico e grego, para o latim, que naquela época era a língua falada no mundo e usada na liturgia da Igreja.  Dali em diante, o mês da Bíblia tinha como objetivo propor a leitura e o estudo de um livro da bíblia a cada ano, contribuindo eficazmente para o crescimento da animação bíblica de toda pastoral da Igreja no Brasil.

Inicialmente, este trabalho foi desenvolvido pelo Serviço de Animação Bíblica (SAB) da editora Paulinas. Posteriormente, foi assumido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), através da Comissão Episcopal de Animação Bíblico-Catequética juntamente com outras entidades bíblicas, que a cada ano escolhe o livro, tema e lema para o mês da Bíblia.

Mês da Bíblia 2017

Neste ano de 2017, o livro escolhido foi a Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses. O tema é “Para que n’Ele nossos povos tenham vida”, com inspiração no Documento de Aparecida (2007), com o intuito de convidar todos a conhecer Jesus Cristo e sua proposta de vida, partilhando-a com todos os homens e mulheres de boa vontade.

O lema é “Anunciar o Evangelho e doar a própria vida” (cf.1Ts 2,8). “Esse foi extraído da Carta aos Tessalonicenses, justamente do contexto em que os apóstolos se comparam a uma mãe que cuida com ternura dos seus filhos (1Ts 2,7).  Certamente não há comparação mais palpável para expressar o amor e a doação da vida que a imagem da mãe acariciando o filho” (Texto-base, Mês da Bíblia 2017, p. 11-12). De igual modo, “os apóstolos se comparam a um pai que exorta os filhos (1Ts 2,11)”, com o objetivo de “encorajá-los a viver de maneira digna de Deus, que os chama ao seu Reino e à sua glória” (1Ts 2,12) (Texto-base, Mês da Bíblia 2017, p. 11- 12). Angustiado e preocupado com as perseguições e violências impostas àqueles que aderiam a fé em Cristo e no Evangelho, Paulo sabe das dificuldades que aqueles moradores da cidade de Tessalônica enfrentariam na vivência da fé. Exatamente, por isso, afirma:

“Tanto bem vos queríamos que desejávamos dar-vos não somente o Evangelho de Deus, mas até a própria vida, de tanto amor que vos tínhamos” (1Ts 2,8).

Pe. Neri Dione Squisati - Pároco


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